
Pela 27° rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, aconteceram três jogos no sábado:
Santo André 1x0 Vitória
Santo André 1x0 Vitória
Atlético-MG 2x1 Barueri
Corinthians 1x3 Atlético-PR
E para fechar a rodada, aconteceram mais seis jogos no Domingo:
Goiás 1 x 3 Botafogo
Grêmio 3 x 3 Sport
Santos 1 x 3 Palmeiras
Avaí 2 x 2 Cruzeiro
Flamengo 2 x 0 Fluminense
Coritiba 2 x 0 Internacional
Veja como ficou a Classificação do Campeonato:
1- Palmeiras 53 pontos
2- São Paulo 48
3- Atlético-MG 47
4- Goiás 45
5- Internacional 44
6- Flamengo 41
7- Grêmio 40
8- Vitória 39
9- Avaí 38
10- Corinthians 38
11- Cruzeiro 36
12- Barueri 36
13- Santos 36
14- Atlético-PR 34
15- Coritiba 33
16- Santo André 28
17- Botafogo 28
18- Náutico 26
19- Sport 24
20- Fluminense 21
Hoje a notícia será sobre o Fluminense:
Balcão de negócios e alta rotatividade ajudam a explicar desespero do Flu!
Fim das inscrições no Brasileirão dá números finais a um ano em que o Tricolor contratou demais, acertou pouco e coleciona fracassos:
Na mesma medida em que buscam motivos para continuar acreditando na permanência na Série A, os torcedores do Fluminense procuram as razões que levaram o clube ao fundo do poço no Campeonato Brasileiro. Uma dessas respostas pode ter sido dada com o fechamento da janela de transferências para o futebol brasileiro no último 25 de setembro: a alta rotatividade de atletas no elenco tricolor.
Com o encerramento das inscrições no campeonato nacional, deu-se números finais também a uma conta que em nada lembra os cálculos mirabolantes do Fluminense para escapar da zona de rebaixamento, mas ajuda a explicar o fato de o clube estar em situação tão desesperadora. Apesar de ter sido um dos que mais investiu para a temporada.
Na ânsia por soluções imediatas e no embalo do poder financeiro do patrocinador, o Tricolor contratou nada mais nada menos do que 27 jogadores em 2009, sendo que sete deles já foram até mesmo dispensados. Na derrota por 2 a 0 para o Flamengo, pela 27ª rodada, no entanto, mais da metade da equipe foi formada por pratas da casa ou atletas que já estavam no clube.
O número elevado evidencia a falta de planejamento para um ano em que o clube teve também cinco treinadores, três gerentes de futebol, dois coordenadores e dois vices. Exemplo maior de que quantidade está longe de ser qualidade, o Flu tem hoje um dos elencos mais inchados do país, com 37 jogadores e ocupa a última posição no Brasileirão, com 21 pontos e apenas quatro vitórias em 27 jogos.
Apontado nos corredores das Laranjeiras como um dos principais responsáveis pelo “balcão de negócios” que o clube se transformou em 2009, o ex-coordenador de futebol Alexandre Faria tratou diretamente de 21 dessas negociações. Entre elas, porém, há mais destaques negativos do que positivos, como o sexteto Xandão, Jaílton, Leandro Bomfim, Leandro Domingues, Roger e Leandro.
Todos foram dispensados do clube carioca e, com exceção de Bomfim, colecionam boas exibições em suas equipes atuais. Demitido no início de agosto, Faria deu lugar a Branco, mas antes fez questão de explicar o motivo de tantas contratações fracassadas.
- Tem jogadores que não deram certo aqui, mas deram em outros clubes. O problema muitas vezes não é a contratação. É muito maior. Falta estrutura, apoio ao atleta, pensar a longo prazo. Fica o pensamento somente para resultados imediatos – disse na ocasião.
Homem forte do futebol desde então, Branco evita comentar o que aconteceu no clube antes de seu retorno. Entretanto, é nítido o desconforto do profissional com a forma com a qual contratações e dispensas foram conduzidas. Em alguns momentos, inclusive, o próprio dirigente e o ex-treinador Renato Gaúcho admitiram que dariam um tempo maior para a adaptação de alguns atletas.
Contratado com a missão de evitar o rebaixamento, Branco encontrou um mercado inflacionado e um Fluminense sem o mesmo poder de barganha diante da urgência por reforços. Em ação conjunta com o ex-vice de futebol, Tote Menezes, inúmeros jogadores foram especulados e Gum, Urrutia, Adeílson, Fábio Neves, Paulo César e Equi Gonzalez os escolhidos como as apostas. Nenhum deles era a primeira opção e apenas o zagueiro Gum tem sido escalado como titular.
Nesse período, entretanto, o Tricolor ficou marcado também por transações polêmicas, como a do próprio equatoriano Urrutia. Confirmado pela diretoria, ele foi descartado após ter uma lesão no joelho detectada, mas acabou assinando contrato para ser reserva na equipe de Cuca. Já a lista de tentativas frustradas conta com Lúcio, Romagnoli, Castromán, Sylvinho, entre outros, que se aproximaram bastante das Laranjeiras, mas acabaram seguindo caminhos mais tranquilos.
Apostas caras e mal-sucedidas
Um dos clubes que mais investiu no início da temporada, o Fluminense viu suas grandes apostas fracassarem de forma impressionante. Os maiores exemplos disso são Diguinho, Fred e Leandro Amaral. Contratado a peso de ouro, o trio se viu constantemente envolvido com lesões e más exibições.
‘Tentamos fazer de tudo. Seguramos para não tomar mais’, confessa Rafael Apesar de rodada trágica, Cuca evita os números e fala em vencer o Corinthians
Titular atualmente, o volante ainda não convenceu pelo futebol apresentado com a camisa tricolor e sofreu no primeiro semestre com uma tuberculose que o afastou dos campos por um longo período. A situação da dupla de ataque, entretanto, é ainda mais decepcionante.
Dono do maior salário do elenco, Fred disputou apenas 20 partidas na temporada e marcou nove gols. Porém, as expulsões consecutivas no início do Brasileirão, os privilégios extracampo e a lesão na coxa que o tem deixado fora da equipe há mais dois meses marcam negativamente a história do jogador nas Laranjeiras. Assim como a de Leandro Amaral, que sequer balançou as redes em 2009 e, com uma artrose no joelho direito, dificilmente voltará a jogar pelo clube.
Dispensas não estão descartadas
Dos 27 jogadores contratados para a temporada, 20 ainda permanecem nas Laranjeiras. Número que pode ser reduzido em breve. Após a polêmica dispensa de Fábio Santos, depois de cinco meses e apenas duas partidas, o clube projeta analisar os casos de outros jogadores que recebem altos salários e vêm tendo rendimento abaixo do esperado, ou sequer têm entrado em campo.
O próximo a engrossar esta lista deve ser Leandro Amaral. Dono de uma das maiores remunerações do elenco, o atacante não joga há mais de dois meses e tem um problema crônico no joelho direito. Sem previsão para voltar aos gramados nem um diagnóstico preciso de sua lesão, o jogador, que está se tratando em São Paulo com um médico particular, deve retornar ao Rio de Janeiro em breve para uma reavaliação e uma rescisão contratual é destino mais provável, mesmo que seja unilateral.
Com o fechamento da janela, sabe-se que ninguém mais entra no Fluminense. Se alguém ainda vai sair, é uma incógnita. Pede-se apenas que não apaguem a luz, pelo menos enquanto há esperança para evitar o rebaixamento.
A lista de negociações
Contratados por Alexandre Faria (21 jogadores): Rafael, Mariano, Diogo, Xandão, Cássio, Augusto, Jaílton, Diguinho, Fábio Santos, Marquinho, Leandro Bomfim, Leandro Domingues, Carlos Eduardo, Thiago Neves, Leandro Amaral, Kieza, Fred, Roni, Ruy, Roger e Leandro.
Contratados por Branco (seis): Gum, Urrutia, Adeílson, Fábio Neves, Paulo César e Equi Gonzalez.
Dispensados (sete): Xandão, Jaílton, Leandro Bomfim, Leandro Domingues, Roger, Leandro e Fábio Santos.
Na próxima quinta não terá a coluna *Gol da Rodada*!
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